Cheguei em São Paulo na terça-feira a noite. Estou de volta a minha casa, a minha cama e ao meu banheiro, (percebi o quanto eles fazem falta). Foram apenas quatro dias longe, mas o suficiente para matar a saudade dos familiares, descansar, dançar, e ter uma reação alérgica.
Como assim uma reação alérgica? Eu explico. Sábado de tardizinha, estávamos nós arrumando tudo para a festa logo mais a noite. As mulheres mais experientes na cozinha, os homens, fingindo que trabalhavam, e eu mais algumas primas arrumando a decoração.
Minha mãe pediu a minha havaina emprestada em um certo momento, e um dez minutos após, pendurando algumas fitinhas, não vi a danada da abelha no chão, e ela sem pensar duas vezes me ferroou. (Aiiiiiiiiii, dou pra caramba!).
Gritei, é óbvio. Meu noivo todo paciente retirou o ferrão do meu pé. E continuei com os afezeres... De noite, meu pé começou a inchar, mas nada que uma sandália sem salta não permitisse que eu dançasse um pouco. De madrugada, acordei com o pé coçando. Mais uma vez meu noivo entrou na parada e colocou gelo. Não resolveu, mas amenizou a coceira e o edema, vulgo inchaço. Mas de manhã, estava mais edemaciado ainda e foi aumentando, coçando. No final da tarde meu pé estava semelhante ao pé de um elefante, quase uma bola só.
Tentamos fazer de tudo, pomada indicada por um farrmacêutico, outra pela minha tia.Cebola na picada, indicação de um tio, gelo, um antialérgico sugerido por um primo, mas nada fazia melhorar.
Ai teve uma hora que eu tive que ser consciente, e ir no pronto socorro. Na fazia sentido fazer um monte de tentativas estranhas e nada dar certo. O jeito era passar no médico e dizer que fiz tudo, porém em vão.
Segundo o povo de lá, nenhum médico iria atender esse caso, logo no dia 01 de janeiro, nos máximo eles atenderiam emergência, o que não era o meu caso, graças a Deus.
Pela época que trabalhei como Jovem Acolhedora no Hospital do Mandaqui, eu já sabia o que esperar e que corria o risco de não ser atendida, mas mesmo sim preferi tentar. Depois de chegar no segundo pronto socorro, e ficar mais de 40minutos a espera de uma única médica que estava atendendo em toda a cidade, consegui ser atendida, expliquei tudo. Segundo a médica a preocupação era eu ter mais reação alérgica em outra parte do corpo, ai não teria jeito, tinha que tomar remédio na veia. Mas como ainda estava no pé, ela preferiu me dar um antialérgico, e que usasse até melhorar, caso piorasse voltaria lá.
Graças a Deus, aos poucos o pé foi voltando a ter aparência de pé mesmo. A coceira diminui, bem aos poucos mas diminui.
Agora, se vocês acham que todo esse episódio me atrapalhou. Estão muito enganados, não atrapalhou não. Digamos que incomodou, mas não ao ponto de eu não curtir a minha família e dar boas risadas.
Uma amiga disse que eu tinha que ter tirado foto pra mostrar para todo mundo. Fala sério... ela estava curtindo uma com a minha cara, cheia de graça ela... rsrs...
Ao invés do meu pé de elefante, deixo vocês com uma foto minha e da minha prima, tirada antes de eu ir para a médica, logo após o amigo secreto.
Ana Flávia & Ana Maria